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Transporte Fluvial de Passageiros e Locais de Embarque e Desembarque em Belém.

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    dibbartigos
  • há 4 dias
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A circulação cotidiana em Belém está profundamente ligada aos rios, que funcionam como verdadeiras artérias de mobilidade. O transporte fluvial de passageiros não é apenas um meio de deslocamento, mas uma prática essencial que conecta pessoas, sustenta economias locais e revela a centralidade da navegação para a vida urbana amazônica.


O transporte fluvial de passageiros em Belém apresenta uma trajetória marcada por forte crescimento nas últimas décadas, revelando sua centralidade para a mobilidade urbana e regional. Os dados do Sistema de Transporte Hidroviário Municipal (STHM), disponibilizados pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB) mostram que, entre 2014 e 2020, o número médio de passageiros por mês aumentou de 24.126 para 67.503, com destaque para 2019 e 2020, quando se consolidou como um dos principais modais de circulação cotidiana.


 Gráfico 1: Belém, Pará - Média mensal de passageiros transportados no Sistema de Transporte Hidroviário Municipal (STHM), 2014-2020.



Fonte (Dados brutos): SEMOB/DTP. Elaboração própria.


Já no Terminal Hidroviário de Belém (THB), administrado pela Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH), observa-se um aumento ainda mais expressivo: de 24.666 passageiros por mês em 2014 para cerca de 72.000 em 2022. Mesmo nos anos críticos da pandemia de COVID-19, os números permaneceram elevados (47.833 em 2020 e 51.083 em 2021), o que reforça a resiliência e a relevância do setor. Em 2025, somente em abril, o terminal registrou 55 mil usuários, enquanto o ano de 2022 encerrou com 864 mil passageiros, consolidando o THB como elo estratégico entre Belém e outras regiões da Amazônia.


Gráfico 2: Belém, Pará - Média mensal de passageiros transportados no Terminal Hidroviário de Belém (THB), 2014-2022.



Fonte (Dados brutos): CPH/THB. Elaboração própria.


É fundamental ressaltar que os dados do STHM são específicos da travessia Belém-Cotijuba e, em julho, da rota Belém-Mosqueiro, o que permite classificá-los como de pequeno porte. No entanto, essa mesma conclusão não se aplica aos dados do THB, que abrange rotas mais extensas e complexas.


Além dos terminais oficiais, a navegação em Belém opera a partir de uma rede capilarizada de trapiches, feiras e portos menores, que garantem a conectividade entre bairros e ilhas. O levantamento realizado identificou 49 pontos de embarque e desembarque, com maior concentração no Jurunas (18 locais), Cidade Velha (10), Guamá (9) e Condor (7). 


Gráfico 3:  Belém, locais que fazem transporte fluvial de passageiros, 2025.



Fonte (Dados brutos): Google, SINDARPA. Elaboração própria.


Esse mapeamento evidencia não apenas a relevância de áreas tradicionais da cidade para a circulação de passageiros, mas também a sobreposição entre transporte de pessoas e cargas, prática comum nesses espaços. Embora não esgote a totalidade dos pontos ativos, a amostra revela a dimensão desse sistema paralelo ao transporte terrestre, onde a navegação, principalmente a de pequena escala, atua como alternativa indispensável para trabalhadores, estudantes e comerciantes. Assim, os dados demonstram que a navegação fluvial em Belém, longe de ser um recurso complementar, é parte essencial da mobilidade urbana e da economia popular, estruturando o território a partir da lógica dos rios.


Fonte: Baseado no Working Paper nº 14: "Transporte Fluvial de Passageiros no Município de Belém”, de Fabricio Ferreira.


 
 

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