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A importância da navegação para a comercialização do açaí em Belém

  • 11 de fev.
  • 2 min de leitura

A Amazônia brasileira, marcada por sua imensa rede hidrográfica, apresenta na navegação fluvial não apenas um meio de transporte, mas uma infraestrutura essencial para a dinâmica econômica regional. Em Belém do Pará, essa lógica se materializa na circulação de embarcações de diferentes portes que conectam zonas produtivas extrativistas às áreas urbanas de comercialização. Entre os principais produtos transportados por via fluvial, destaca-se o açaí, que ocupa lugar central tanto na economia quanto na identidade cultural da cidade.


Dados da Prefeitura Municipal de Belém (PMB), apresentados em 2022, apontam a comercialização diária de cerca de 250 toneladas de açaí in natura, sendo que aproximadamente 85% desse volume (213 toneladas) se concentra na tradicional Feira do Açaí, localizada no Ver-o-Peso. 


Gráfico 1: Belém, comparativo entre comercialização feira do açaí e em outros pontos, 2022.



Fonte(Dados brutos): PMB/CMB. Elaboração própria.


Contudo, informações oficiais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDCON) revelam valores distintos: em 2024, o total comercializado nos principais portos da cidade alcançou 25,7 mil toneladas, das quais 16,8 mil foram negociadas na Feira do Açaí, seguida pela Estrada Nova (5,8 mil), Icoaraci (2,3 mil) e o Porto da Palha (0,7 mil).Gráfico 2: Belém, Quantidade de açaí comercializado em toneladas (t) nos portos, 2024.



Fonte (Dados brutos): PMB/ Departamento de Feiras, Mercados e Portos. Elaboração própria.


Apesar das divergências estatísticas, ambos os registros convergem para evidenciar a representatividade da Feira do Açaí como ponto importante da cadeia produtiva, além de evidenciar o elo com a navegação. No local o transporte do fruto é majoritariamente realizado por embarcações de madeira de pequeno e médio porte, provenientes de diversas regiões do estado do Pará, que chegam carregadas ao porto e escoam sua carga por meio de uma dinâmica semelhante a leilões espontâneos. Essa logística não apenas movimenta parte expressiva da economia local, como também reforça a centralidade do açaí na cultura e gastronomia amazônica.

 
 

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