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Parte 3 - Navegação, cargas e exportações da bioeconomia: dados da ANTAQ e do MDIC.

  • 11 de fev.
  • 2 min de leitura

A circulação de produtos da floresta e da bioeconomia depende diretamente da navegação, que conecta territórios e possibilita o escoamento de riquezas locais para mercados mais amplos. Essa relação mostra como os rios funcionam não apenas como vias de transporte, mas como eixos que sustentam a integração entre economia, natureza e sociedade.


A navegação em Belém desempenha papel estratégico no transporte de produtos extrativistas, para além do açaí e dos pescados. Dados do Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), revelam que os itens mais movimentados nos portos da capital incluem madeira, obras de cimento, obras de madeira, além de cargas diversas. Em 2024, a categoria “carga de apoio” representou mais de 62 milhões de quilos transportados, seguida por ferro e aço (1,1 milhão), bebidas (340 mil) e madeira (171 mil).


Tabela 2: Belém - Produtos com maiores cargas que saem dos portos do Município - 2024.



NOMENCLATURA SIMPLIFICADA DE MERCADORIA

QUANTIDADE TOTAL (KG)

Carga de Apoio

62.197.151

Ferro e Aço

1.154.547

Bebidas, Líquidos Alcoólicos e Vinagres

340.632

Obras Diversas de Metais Comuns

272.355

Madeira

171.600

Semirreboque Baú

31.907

Obras de Cimento

15.200

Obras de Madeira

10.384

Fonte (Reprodução): ANTAQ/Estatístico Aquaviário, 2024. Elaboração própria.


No âmbito do comércio exterior, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que, entre 2007 e 2017, o Porto de Belém exportou expressivos volumes de produtos da bioeconomia amazônica. Entre os 76 códigos SH6 selecionados, destacam-se pimenta-do-reino, óleo de dendê, óleo de amêndoa de palma, castanha-do-pará e palmitos preparados ou conservados. A pimenta lidera a lista, com US$ 432 milhões exportados no período, seguida pelo óleo de dendê, com US$ 374 milhões.


Outros produtos, como castanha-do-pará (US$ 22,3 milhões), óleo de amêndoa de palma (US$ 35,1 milhões) e palmito (US$ 15,7 milhões), também reforçam a relevância da bioeconomia no comércio internacional. Contudo, a base de dados do MDIC apresenta registros apenas até 2017, limitando análises recentes. Essa ausência de continuidade expõe, mais uma vez, as fragilidades dos sistemas de monitoramento da navegação e do comércio na Amazônia.


Gráfico 2: Belém, Top 5 produtos da bioeconomia mais exportados para o mundo, pelo porto, acumulado 2007 até 2017.



Fonte (Reprodução): MDIC, 2025. Elaboração própria.

Nota: Valores em Milhões de dólares.



 
 

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