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Parte 2 - A importância da navegação e da pesca artesanal para comercialização do pescado em Belém.

  • 11 de fev.
  • 2 min de leitura

A pesca artesanal e a navegação de pequena escala compõem práticas que mantêm viva uma relação histórica entre comunidades ribeirinhas e a cidade. Para além de sua função econômica, elas traduzem modos de vida, saberes tradicionais e estratégias de sustentabilidade que alimentam e estruturam o cotidiano urbano.


Um produto de grande relevância para a cidade é o pescado, cuja comercialização se concentra especialmente no Mercado do Ver-o-Peso, mais especificamente na chamada “Pedra do Peixe”. A diversidade de espécies ali desembarcadas é vasta, assim como as embarcações que chegam diariamente de diferentes comunidades ribeirinhas. A imagem da Pedra do Peixe, sempre movimentada por compradores, trabalhadores e embarcações, simboliza a profunda relação entre navegação de pequena escala e economia alimentar urbana.


Figura 1: Belém, Comércio na pedra do peixe (Ver-o-Peso), 2017.


Foto: Anderson Barbosa/Amazônia Latitude.
Foto: Anderson Barbosa/Amazônia Latitude.

Segundo Barthem (2007), são desembarcadas diariamente cerca de 27 toneladas de pescado na Pedra do Peixe, com variações que oscilam entre 18,5 e 33 toneladas. Esse volume é fundamental para abastecer feiras, mercados e restaurantes, configurando uma cadeia produtiva de grande importância econômica e social.


Grande parte dessa produção é fruto da pesca artesanal, reconhecida como atividade sustentável e tradicional, que utiliza métodos de baixo impacto ambiental e assegura o sustento de milhares de famílias. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pesca (MPA), existem 2.098 embarcações pesqueiras registradas no Pará, sendo 1.790 de pequeno porte. O número de pescadores atinge 425.692, dos quais 425.549 são artesanais. Em Belém, 3.000 pescadores estão cadastrados como artesanais, enquanto apenas oito são classificados como industriais.


Gráfico 3: Pará, Quantidade de barcos pesqueiros no Estado por porte, 2025.



Fonte (Dados brutos): MPA, 2024. Elaboração própria.


Esse perfil confirma o peso da pesca artesanal, realizado por embarcações de pequeno porte na estrutura produtiva da cidade e ressalta a necessidade de políticas públicas que incentivem sua valorização, fortalecendo um modelo de abastecimento que combina geração de emprego, sustentabilidade e preservação dos ecossistemas aquáticos amazônicos.


 
 

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